terça-feira, 24 de abril de 2012

Flor de Lís: Paixão a primeira taça.

Faço questão de dizer que não sou agrônoma nem enóloga. Tampouco sommelier, mas sou aficionada por todos os processos e atividades relacionadas ao vinho. Desde as etapas de produção da uva até o consumo. O vinho tem uma longa história e cada garrafa pode ter sua própria história. Sendo ele uma das primeiras criações da humanidade exerce um grande fascínio naqueles que se dispõe a conhecê-lo.    
Meu interesse pelo assunto teve inicio quando ganhei do amigo e apreciador de vinhos Rinaldo lemos um convite para acompanhá-lo a uma degustação. Achei interessante a forma que os amantes do Baco (Deus grego do vinho) incorporam o vinho em seu dia a dia. O vinho acaba se tornando um estilo de vida. Adorei todo aquele clima. A música, a poesia e toda a mística que nos envolveu naquele ambiente de soberania cultural. É outro mundo. Posso até dizer que foi paixão a primeira taça.

Então resolvi investir em conhecimento, dei inicio a um curso técnico de degustação e harmonização. Por falta de tempo e dinheiro não conclui a minha formação no estudo dos vinhos, mas tinha bastante interesse e aprendi o básico. Por exemplo: como e quando servir determinado tipo de vinho, montar uma pequena adega, a maneira correta de provar um vinho e o melhor de tudo: aprendi que nem sempre os mais caros e os mais velhos são os melhores. Essas afirmações relacionadas aos vinhos não passam de mitos. Prefiro substituir regras preestabelecer por conhecimento. Posso provar que há vinhos acessíveis de ótima qualidade e há várias opções prontas para serem servidas no frescor da juventude.

Nenhuma teoria a respeito do vinho faz sentido sem que se leve em consideração a experiência ou o prazer de se degustar. Saber experimentar com atenção e paciência. E é isso que procuro fazer sempre, a pressa é inimiga do prazer e nada é mais prazeroso que jogar conversa fora com pessoas do nosso bem querer saboreando todas as nuances de um vinho.

Enquanto na terrinha não tem um grupo de recital ou uma confraria cultural sempre que posso viajo e participo de alguma degustação e quando as finanças não me permitem, faço um passeio mundo a fora através dos livros em busca de conhecimento. O vinho tem o poder de encher a alma de verdades e o saber de filosofia, ele é perfeito para qualquer celebração e em qualquer ocasião. Por isso tenho a cada dia mais certeza que o vinho não é o rico, do sommelier, do enólogo ou de qualquer outro especialista.

O vinho é do mundo.  

Jaqueline de Góis

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