Faço questão de dizer que não sou
agrônoma nem enóloga. Tampouco sommelier,
mas sou aficionada por todos os processos e atividades relacionadas ao vinho.
Desde as etapas de produção da uva até o consumo. O vinho tem uma longa história
e cada garrafa pode ter sua própria história. Sendo ele uma das primeiras
criações da humanidade exerce um grande fascínio naqueles que se dispõe a conhecê-lo.
Meu interesse pelo assunto teve
inicio quando ganhei do amigo e apreciador de vinhos Rinaldo lemos um convite
para acompanhá-lo a uma degustação. Achei interessante a forma que os amantes
do Baco (Deus grego do vinho) incorporam o vinho em seu dia a dia. O vinho
acaba se tornando um estilo de vida. Adorei todo aquele clima. A música, a
poesia e toda a mística que nos envolveu naquele ambiente de soberania
cultural. É outro mundo. Posso até dizer que foi paixão a primeira taça.
Então resolvi investir em
conhecimento, dei inicio a um curso técnico de degustação e harmonização. Por
falta de tempo e dinheiro não conclui a minha formação no estudo dos vinhos,
mas tinha bastante interesse e aprendi o básico. Por exemplo: como e quando
servir determinado tipo de vinho, montar uma pequena adega, a maneira correta
de provar um vinho e o melhor de tudo: aprendi que nem sempre os mais caros e
os mais velhos são os melhores. Essas afirmações relacionadas aos vinhos não
passam de mitos. Prefiro substituir regras preestabelecer por conhecimento. Posso
provar que há vinhos acessíveis de ótima qualidade e há várias opções prontas
para serem servidas no frescor da juventude.
Nenhuma teoria a respeito do
vinho faz sentido sem que se leve em consideração a experiência ou o prazer de
se degustar. Saber experimentar com atenção e paciência. E é isso que procuro
fazer sempre, a pressa é inimiga do prazer e nada é mais prazeroso que jogar
conversa fora com pessoas do nosso bem querer saboreando todas as nuances de um
vinho.
Enquanto na terrinha não tem um
grupo de recital ou uma confraria cultural sempre que posso viajo e participo
de alguma degustação e quando as finanças não me permitem, faço um passeio
mundo a fora através dos livros em busca de conhecimento. O vinho tem o poder
de encher a alma de verdades e o saber de filosofia, ele é perfeito para
qualquer celebração e em qualquer ocasião. Por isso tenho a cada dia mais certeza
que o vinho não é o rico, do sommelier,
do enólogo ou de qualquer outro especialista.
O vinho é do mundo.
Jaqueline de Góis

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