Brasília – A defesa do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos
Cachoeira, entrou com uma ação ontem (11) no Supremo Tribunal Federal
(STF) para tentar adiar o depoimento do bicheiro na CPI que apura sua
relação com parlamentares e agentes públicos. No habeas corpus, a defesa sugere que, caso o político não tenha acesso às provas, ele pode adotar a tática do silêncio.
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| Carlos Cachoeira |
“Para decidir se fala ou se cala, ele precisa antes saber o que há a
seu respeito”, destaca trecho da ação. Os advogados prosseguem alegando
que “caso decida silenciar, [Cachoeira] perderá valiosa oportunidade
não só de desconstruir as suspeitas que pesam sobre seus ombros, mas
também de esclarecer fatos que tanto rumor têm causado”.
O habeas corpus pretende anular decisão do presidente da
CPI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), que convocou Cachoeira a depor no
próximo dia 15, negando acesso da defesa às provas e informações
colhidas na CPI.
Os advogados contestam o fato de a defesa de Cachoeira estar sendo
cerceada, já que ele não pode avaliar as provas que os parlamentares
usarão para interrogá-lo, inclusive as colhidas nas operações Vegas e
Monte Carlo. O relator do habeas corpus é o ministro Celso de Mello.
Fonte: Agência Beasil

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