"Declaração de Santiago" será apresentada nesta quinta-feira (3), dia mundial relativo à causa
Entidades
representativas da imprensa em países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia,
Equador e Peru, entre elas a ANJ (Associação Nacional de Jornais), formalizaram
no último domingo (27), durante reunião realizada na capital chilena,
produziram a “Declaração de Santiago sobre a liberdade de imprensa na América
Latina”. O documento, que será amplamente divulgado a partir desta quinta-feira
(3), quando se celebra o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, destaca a
necessidade de tal direito para a formação de valores democráticos e a
fiscalização das autoridades por parte dos cidadãos, entre outros benefícios à
sociedade. “A democracia se consolida com o amplo intercâmbio de ideias. Para
isso, é necessário preservar o exercício das liberdades fundamentais”, destaca
a carta, em seu final.
Leia abaixo, na íntegra, o documento:
“Declaração de
Santiago sobre a liberdade de imprensa na América Latina”
Os representantes
das associações de editores de imprensa da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia,
Equador e Peru, reunidos em Santiago de Chile, no dia 27 de abril de 2012,
subscrevem a seguinte declaração:
1. As associações
abaixo mencionadas reafirmam a importância da liberdade de imprensa para o
debate público, a formação de valores democráticos e a fiscalização das
autoridades por parte dos cidadãos.
2. Há realidades
na América Latina nas quais a atividade jornalística é sinônimo de perigo para
a vida dos que a exercem. Em tais casos, a violência e a intolerância pretendem
se impor ao trabalho investigativo e à busca da verdade. Os 29 jornalistas
assassinados na região em 2011 representam um terço do total mundial. A luta
contra a impunidade é inadiável.
3. Alguns
governos de origem democrática, mas de práticas autoritárias, buscam instaurar
uma cultura de intolerância em relação à imprensa. Isso incentiva as agressões
contra meios de comunicação e jornalistas e gera uma grave deterioração do
direito dos cidadãos de informar e de ser informados. A isso se acrescenta o
uso da publicidade oficial como mecanismo de prêmio ou castigo, como a criação
de um sistema de mídia oficial e paraoficial para deslegitimar a crítica, fazer
propaganda política e limitar o acesso à informação pública e o recurso a leis
e regulamentações estatais excessivas, que geram um controle direto ou indireto
da imprensa. Por exemplo, a declaração do papel jornal como insumo de interesse
público e as restrições à difusão de conteúdos jornalísticos ou comerciais.
4. Preocupa em
alguns países da região o assédio judicial e administrativo como ferramenta
para limitar a livre circulação de ideias.
5. Reivindicam a
autorregulamentação como mecanismo mais apropriado de responsabilidade social
dos meios de comunicação e do jornalismo.
6. Esperam que os
governos da região rechacem as recomendações para debilitar na prática o
Sistema Interamericano de Direitos Humanos, e em particular sua Relatoria
Especial para a Liberdade de Expressão.
7. A democracia
se consolida com o amplo intercâmbio de ideias. Para isso, é necessário
preservar o exercício das liberdades fundamentais.
Argentina: ADEPA
/ Asociación de Entidades Periodísticas Argentinas
Brasil: ANJ / Associação Nacional de Jornais
Chile: ANP / Asociación Nacional de la Prensa
Colômbia: ANDIARIOS / Asociación Colombiana de Editores de Diarios y Medios Informativos
Equador: AEDEP / Asociación Ecuatoriana de Editores de Periódicos
Peru: CPP / Consejo de la Prensa Peruana"
Brasil: ANJ / Associação Nacional de Jornais
Chile: ANP / Asociación Nacional de la Prensa
Colômbia: ANDIARIOS / Asociación Colombiana de Editores de Diarios y Medios Informativos
Equador: AEDEP / Asociación Ecuatoriana de Editores de Periódicos
Peru: CPP / Consejo de la Prensa Peruana"
Fonte: ANJ
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário