Existem no mundo inteiro tantos
vinhos diferentes que o melhor dos especialistas não pode pretender degustá-los
todos no correr de sua vida. A tarefa é ainda mais difícil pelo fato de cada
safra oferecer diferenças e também os precedentes estão em perpétua evolução.
Um bom serviço de vinho precisa
levar em conta o armazenamento na horizontal em um lugar fresco, seco e escuro
por, pelo menos, dois dias antes de servi-lo. Nada impede que um bom vinho seja
consumido logo após sua aquisição. Mas, devo informá-los que a qualidade de um
vinho modifica-se com o tempo e local do repouso. No misterioso mundo do Baco
(Deus do vinho) tudo é levado em conta. A temperatura adequada e a escolha do
copo também contribuem para obter o melhor sabor de cada vinho.
Quando há harmonia perfeita entre
um prato e um vinho, ambos são exaltados, seus perfumes se mesclam e evoluem em
sabores novos e inesperados. O casamento perfeito entre um prato e a bebida engrandece
tanto o tempero quanto a garrafa escolhida, esta aliança só é considerada feliz
quando ambos (comida e bebida) são enriquecidos com união.
As variações são muitas e todos
os vinhos são capazes de produzir satisfações diferentes em diferentes pessoas numa mesma ocasião. A escolha do melhor vinho depende muito
do momento, do cardápio, do quanto se pode gastar e até da faixa etária de quem
vai saborear. Posso citar alguns exemplos: espumantes, frisantes e proseccos;
são vinhos borbulhantes, festivos e versáteis podem ser degustados em todas as
festas; são perfeitos para brindar; recepcionar os convidados; acompanhar o
jantar e nos momentos de descontração. Os rosés são vinhos de coloração rosadas
com intensidade aromática, na maioria das vezes são consumidos por jovens e em
acompanhamento de saladas e embutidos. Os vinhos brancos diferentemente do que
muitas pessoas imaginam, não precisam necessariamente acompanhar carnes
brancas. Podem ser servidos sozinhos ou ainda harmonizar com diferentes pratos.
Já os vinhos tintos, mais encorpados que os brancos, vão muito bem em jantares;
em festas glamorosas ou em acompanhamentos de frios e queijos. Muitos consumidores
preferem as sidras. O que se pode falar delas? São espumantes
produzidos pela fermentação de maçãs e por essa razão não podem ser considerados
uma variação de vinho – já que todos os outros são produzidos pela fermentação
da uva – fruta da videira. Daí então a origem da palavra vinho.
Assim como os outros hábitos saudáveis
o consumo de vinho deve ser prazeroso. A escolha de um bom vinho ou espumante é
uma tarefa que requer bom gosto, e isso independe da classe social.
Jaqueline de Góis

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