Brasília – Professores de 33 universidades federais aderiram à greve da
categoria deflagrada hoje (17), de acordo com balanço do Sindicato
Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). Os
profissionais pedem a reestruturação do plano de carreira e melhoria das
condições de trabalhos nos novos campi que foram criados nos últimos
anos por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão
das Universidades Federais (Reuni).
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De acordo com Aloisio Porto, do Comando de Greve da Andes, o atual
plano de carreiras não permite um crescimento satisfatório do professor
ao longo da carreira. “Hoje para chegar no teto da carreira ele levaria
quase 30 anos”. De acordo com o dirigente sindical, foram feitas mais de
dez reuniões com o Ministério do Planejamento para revisão dos planos,
mas não houve avanço na negociação. Assembleias marcadas para amanhã e
para o início da próxima semana devem confirmar a adesão de professores
de outras instituições à paralisação, segundo Porto.
O Ministério da Educação (MEC) informou, por meio de nota, que
“reafirma sua confiança no diálogo e no zelo pelo regime de normalidade
das atividades dos campus universitários federais”. O governo ressalta
que o aumento de 4% negociado no ano passado com os sindicatos já está
garantido por medida provisória assinada no dia 11 de maio. O aumento
será retroativo a março, conforme previsto no acordo firmado com as
entidades.
“Com relação ao plano de carreira, a negociação prevê sua aplicação em
2013. Os recursos devem ser definidos na LDO [Lei de Diretrizes
Orçamentárias] até agosto deste ano, o que significa que temos tempo. As
negociações entre o Ministério do Planejamento e as representações
sindicais seguem abertas”, explicou o MEC.
Fonte: Agência Brasil

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