A Promotoria da 35 ª Zona Eleitoral, em Apodi, denunciou à
Justiça Eleitoral os políticos Luiz Agnaldo de Souza, Otoniel Maia de Oliveira,
Haroldo Ferreira de Morais e o ex-presidente da colônia de pescadores Z-63
Lidiano Bezerra da Nóbrega, por crimes de corrupção eleitoral e formação de
quadrilha. As acusações, que dizem respeito às eleições municipais de 2008,
apontam o uso eleitoreiro do programa cheque-reforma na cidade de Felipe
Guerra. A denúncia foi recebida em 22 de maio pela Justiça Eleitoral de Apodi.
A ação penal foi ajuizada em 2009,
pelo MP Eleitoral. Segundo o inquérito da Polícia Federal, entre junho e julho
de 2008, os três políticos denunciados, que eram candidatos a cargos eletivos
em Felipe Guerra, ofereceram e proporcionaram a diversos eleitores acesso
facilitado ao programa social de moradia denominado cheque-reforma, com
objetivo de captar votos. Para tanto, foi constatado que eles contaram com o
auxílio de Lidiano Bezerra da Nóbrega, então presidente da colônia de
pescadores Z-63 credenciada pelo Governo do Estado para realizar o
cadastramento no programa.
A investigação policial revelou que pelo
menos 30 pessoas tiveram o cadastramento no programa social realizado por
intermédio dos três então candidatos. Para o promotor eleitoral Antônio Cláudio
Linhares Araújo, que assina a denúncia, fica evidente a utilização eleitoreira
do cheque-reforma nas eleições municipais de 2008.
O promotor eleitoral destaca, ainda, que
“tais casos devem ser tomados como exemplificativos de uma prática criminosa
que certamente resultou no cadastramento de muito mais pessoas, pois a
investigação dá conta de que 100 pessoas foram cadastradas em 2008 para receber
o benefício, que somente não foi efetivamente concedido em virtude da suspensão
do programa decorrente de ordem judicial, justamente em razão da utilização.
Fonte: Blog Robson Pires
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